As típicas tardes na sorveteria fez com que Damien e Emilly se aproximassem a cada dia mais. Ele não desejava mais apenas ouvir a voz de Emilly, ou sentir seu perfume, um novo desejo começou a surgir dentro de si, ele queria tocá-la, beijá-la, protegê-la a cada instante, não queria mais ser apenas seu amigo, ele a desejava. Mas como demonstrar o que estava sentindo? Jamais tivera tamanho sentimento por alguém, nem mesmo por seus pais. Além de ter que lidar com o novo e inesperado, algo ainda o assombrava, seus pesadelos indescritíveis. Como ele poderia contar a ela que inexplicavelmente ele acordava desesperado toda quinta-feira a noite em meio aos seus próprios gritos, e que ao tentar relembrar o que havia sonhado, de seus olhos escorria sangue? Já fora excluído quando criança por tal mistério, não deixaria que essa situação se repetisse.

Anna, a garota que havia se encantado por Damien, não gostava nem um pouco da proximidade entre ele e Emilly. Ela era uma pessoa totalmente sem escrúpulos, faria o que pudesse para ter absolutamente tudo o que queria. Anna foi criada com os pais muito ausentes, não tinha irmãos, e como filha única sempre teve tudo o que queria, exceto amor.
Aos 10 anos de idade tomara veneno para que os pais se preocupassem com ela, em vão, eles estavam sem tempo para se ocuparem com manhas de sua filha, a babá fora paga pra isso, diziam eles. Anna cresceu tão só quanto um lírio em um roseiral.
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