Emilly estava em sua casa se arrumando para mais um dia no colégio. Olhou pela janela de seu quarto e viu um casal se beijando, a pureza de duas pessoas se amando a encantava. Olhou um pouco mais interessada e viu que era Matt beijando outra garota. Fechou as cortinas de desceu até a rua, não havia mais ninguém lá.
No mesmo instante Matt apareceu em sua frente roubando-lhe um breve beijo. Ele estava diferente, um ar arrogante o rondava.
- Ow Emilly, o que achas de ficarmos por aqui... - Matt insinuou-se. - Afinal seu pais não estão...
- O quê? - Emilly estranhou a atitude de Matt, afinal, a segundos atrás estava aos beijos com outra pessoa. - O que há com você?!
- O que há? Eu quero ficar com você, não posso? - Ele a puxou pela cintura.
- Não. - Emilly se afastou. - Não pode! A alguns instantes você estava ao beijos com outra garota logo ali em frente! - Emilly aumentou seu tom de voz.
- Do que você está falando menina?
Emilly o empurrou, fazendo-o sair.
- Vá embora e jamais me procure novamente!
- Não grite comigo! - Assim que Emilly fechou a porta, Matt começou a bater incessantemente. - Emilly! Emilly abra essa porta! Você está maluca?!
Emilly não abriu.
Matt fora embora. Pra sempre.
Matt havia desaparecido.
Dois dias depois um corpo de um garoto apareceu no lago, era o dele.
Por conta da discussão nos dias anteriores, Emilly ficou como principal suspeita e por um longo tempo ficou internada em um sanatório, onde começou a ter pesadelos constantes envolvendo um anjo, lindas asas negras de um anjo sobre um lugar escuro repleto de sangue.
O ambiente em que estava vivendo era compartilhado com mais duas garotas. Uma delas negava-se a tomar os medicamentos e repetia infinitamente que "seu dom" não era uma insanidade.
Em uma noite, Emilly acordou e a garota estava ao lado de sua cama, suava frio e tinha pressa em falar com Emilly, seus olhos estavam avermelhados e seus lábios rachados de tão ressecados.
- O que houve? Você está bem?
- Não tenho tempo, não, não tenho! O garoto, o dos sonhos perturbados, os olhos! - A menina ficava a cada instante mais e mais perturbada. No canto superior de seus lábios começara a escorrer sangue e seu corpo tremia absurdamente. - O sangue do último amaldiçoado quebrará o círculo, sim, faça isso!
- Mas do que é que você está falando?
- Você pôde ver o mundo dos mortos, isso deve ser quebrado! Quebre a maldição, ela libertará você...
No mesmo instante a garota desmaiou, deixando Emilly ainda mais apavorada. Começou a gritar pedindo ajuda e em seguida alguns enfermeiros levaram a menina para outro quarto e doparam Emilly, fazendo-a voltar a dormir.
- Olá?
- Olá... - A garota enxugou suas lágrimas. - Perdoe-me por ontem, não sei direito o que houve.
- Vim aqui pois fiquei intrigada com o que você me disse. Que maldição é essa? Não quero ser rude, portanto não esforce-se, okay?
Sim. - A garota se ajeitou dando lugar para Emilly sentar-se junto a si. - Bem, primeiro permita-me me apresentar, sou Alice e oque tenho a lhe dizer é algo extremamente perigoso, portanto cuidado. - Emilly franzia a testa. - Você fora designada à um propósito assim que nasceu, fora abençoada com o dom de extinguir uma pequena passagem do mal em nosso mundo, porém a pureza de sua alma e espírito deveria ser intocada assim como seu corpo, a quebra disso a amaldiçoou. - Emilly a olhou incrédula, como isso seria possível? - A cada 3 luas minguantes você poderia ter acesso a quem manipula os pesadelos dos olhos sangrentos, impedir a expansão disso. - Ela segurou as mãos de Emilly. - Você viu o mundo dos mortos, isso a persegue agora.
- Mundo dos mortos? Por um acaso você está brincando comigo garota? - Emilly livrou suas mãos das de Alice. - Quer mesmo que eu acredite na sua estória maluca de maldições? Daqui a pouco você inventa que duendes e vampiros malignos virão atrás de mim! Poupe-me!
Alice segurou com força o braço de Emilly assim que ela se levantou e a trouxe para perto de si, fazendo-a voltar a sentar-se.
- Você não irá a lugar algum até eu terminar Emilly!
- Você... - Emilly espantou-se, afinal, não havia dito seu nome em momento algum. - Mas como...?
- O anjo de seus pesadelos sonha o mesmo que você, porém mais constantes e no lugar dele, você é o anjo. Por favor, ouça-me, apenas o sangue dele irá quebrar sua maldição e a dele. Só assim você entenderá tudo!
- E o que eu devo fazer?
- Primeiro você deve sair daqui, assim poderá encontrar seu anjo.
- E como saberei que é ele. - Emilly deixou-se acreditar no que a menina dizia.
- Você se apaixonará por ele, alguns virão e lhe deixará confusa, mas sua própria maldição dará jeito nisso! Apenas o garoto dos olhos de sangue irá libertá-los e salvar a alma de seu amigo presa no lago.
- Matt? Mas o que ele tem a ver?
- Ele está preso! Quando chegar o momento exato, você deve derramar o sangue do anjo em formato de círculo sobre o lago. Você não terá seu corpo, mas saberá o que fazer.
Não terei meu corpo? Pensou Emilly. Não fazia ideia do que fazer, estava acreditando em uma garota do sanatório.
Emilly passou mais duas semana internada no sanatório até que fora constatado que ela não havia nível algum de insanidade. Conforme o tempo foi passando, se apaixonou duas vezes, ambos foram levados por sua maldição. Um viajou para o outro lado do planeta, e o outro morreu em um acidente no mesmo lago em que Matt aparecera morto.
15 Anos e farta de acusações, mudou-se com seus pais para Botter, onde finalmente encontrou seu anjo dos olhos de sangue.
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